Fortalecendo a autonomia e os direitos de povos e comunidades tradicionais
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Quem somos
O Instituto Encruzilhada é uma organização social comprometida em fortalecer povos e comunidades tradicionais, com foco especial nas comunidades quilombolas. Nosso trabalho nasce da escuta e do respeito às demandas de cada grupo, construindo soluções coletivas que promovem autonomia, participação e efetividade de direitos.
Atuamos com base na Educação Popular, desenvolvendo formações, assessorias e instrumentos que apoiam processos organizativos, a gestão comunitária e a valorização cultural. Mais do que oferecer serviços, criamos caminhos para que comunidades sejam protagonistas de suas próprias histórias, ampliando sua voz em espaços políticos, sociais e ambientais.
Somos ponte entre tradição e futuro: conectamos saberes ancestrais às ferramentas contemporâneas, sempre com o compromisso de garantir que cada ação reflita as prioridades e identidades dos povos que representamos.
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Áreas de atuação
Direitos e Autonomia
Promovemos formações e assessorias que fortalecem a capacidade das comunidades de defender seus direitos. Atuamos na construção de protocolos de consulta e no reconhecimento das identidades quilombolas, garantindo que cada grupo tenha voz ativa e autonomia em processos decisórios.
Organização Comunitária
Apoiamos associações e coletivos em seus processos organizativos, oferecendo oficinas e práticas de gestão, contabilidade e planejamento. Nosso objetivo é assegurar que cada comunidade esteja preparada para captar recursos, gerir projetos e conduzir suas ações de forma independente e sustentável.
Território e Meio Ambiente
Contribuímos para a elaboração de Planos de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola, sempre com metodologias participativas. Trabalhamos pela justiça climática e ambiental sob o recorte étnico-racial, garantindo que os territórios sejam preservados e que as comunidades tenham instrumentos para sua autogestão.
Cultura e Identidade
Valorizamos e salvaguardamos o patrimônio cultural quilombola, apoiando processos de registro e tombamento de bens materiais e imateriais. Também promovemos rodas de conversa sobre identidade, feminismo quilombola e ancestralidade, fortalecendo o orgulho e a memória coletiva.
Formação e Capacitação
Oferecemos cursos, oficinas e rodas de conversa em formatos presenciais, online e híbridos. Nossas metodologias são acessíveis e participativas, garantindo que lideranças, associações e comunidades adquiram competências práticas para enfrentar desafios e ampliar sua atuação política e social.
Oferecemos oficinas práticas de Associativismo, com foco jurídico e contábil, para fortalecer associações comunitárias. Nosso objetivo é apoiar a gestão eficiente e sustentável de recursos e projetos, visando a autogestão autônoma de associações comunitárias.
Apoiamos comunidades quilombolas na construção de seus Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PNGTAQ), com metodologias participativas que asseguram preservação ambiental, autonomia e autogestão dos territórios, considerando cada bioma, contexto territorial e demandas comunitárias.
Auxiliamos comunidades tradicionais na elaboração de seus Protocolos de Consulta Livre, Prévia, Informada e de Boa Fé, garantindo autonomia e participação efetiva em processos decisórios que impactam seus territórios e modos de vida.
Fortalecemos comunidades quilombolas com rodas de conversa, apresentando o marco legal vigente que promovem reconhecimento identitário e capacitação prática para defesa de direitos territoriais, culturais e sociais.
Capacitamos lideranças e coletivos para construir agendas políticas, formalizar demandas e ampliar sua presença em espaços decisórios, garantindo maior autonomia e impacto social.
Conduzimos processos de registro e salvaguarda do patrimônio cultural quilombola, valorizando bens materiais e imateriais que reforçam a ancestralidade e a identidade coletiva das comunidades.
Cursos e Oficinas
Realizamos cursos, oficinas e rodas de conversa em formatos presenciais, online e híbridos. Nossas formações são acessíveis e participativas, voltadas para lideranças e comunidades que buscam ampliar competências práticas e políticas.
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Nossa experiência, sua confiança!
Embora o Instituto Encruzilhada seja uma organização recente, ele nasce da trajetória de profissionais e lideranças com anos de atuação junto a comunidades tradicionais e movimentos sociais representativos. A equipe reúne experiência prática em direitos quilombolas, gestão comunitária, cultura e meio ambiente, garantindo que cada serviço oferecido seja construído com conhecimento sólido e compromisso real.
Agda Moreira
Pesquisadora em Saúde Quilombola, com foco em Direitos Humanos e Saneamento. Doutora em Saúde Coletiva (Fiocruz Minas), Mestre em Educação (UEMG) e Historiadora (PUC-Minas), atua desde 2010 na coordenação de projetos sociais e assessoria técnica junto a comunidades quilombolas em Minas Gerais. Educadora popular, tem experiência em gestão territorial e ambiental, organização comunitária, feminismo quilombola e participação social, sendo cofundadora da Coordenação de Mulheres Quilombolas do Estado de Minas Gerais (Mariana Crioula).
Júlia Oliveira
Atua há quase uma década na mobilização de processos que asseguram vida e autonomia em territórios tradicionais. Antropóloga (UFBA), cientista social (PUC Minas) e especialista em Desenvolvimento de Territórios, possui experiência como consultora socioambiental e política, elaborando relatórios antropológicos, diagnósticos socioterritoriais e protocolos de consulta. Sua metodologia prioriza processos participativos e estratégias que respeitam o tempo e a singularidade de cada comunidade, fortalecendo o protagonismo político dos povos quilombolas.
Jesus Rosário Araújo
Quilombola da comunidade de Indaiá (Antônio Dias/MG) e mestre dos saberes tradicionais, atua há 20 anos em territórios quilombolas como ativista e assessor comunitário. Co-fundador e presidente por dois mandatos da Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais (N’Golo), idealizou comissões regionais e a Rede Afroecológica da Bacia do Rio Doce. Especialista em associativismo, gestão ambiental e territorial e incidência política, dedica-se à autogestão comunitária e à experimentação de tecnologias sociais.
A garantia de direitos territoriais, culturais e políticos das comunidades quilombolas no Brasil passa, necessariamente, pelo reconhecimento de sua autonomia e protagonismo nos processos decisórios que impactam seus modos de vida. Nesse contexto, os protocolos de consulta prévia, livre, informada e de boa-fé emergem como instrumentos fundamentais para assegurar que essas populações não apenas sejam …